Festejemos

    Fazendo trinta e dois e tendo que encarar o fato de que não serei mais jogador de futebol. Meus coetâneos, quando contratados, são tratados como atletas experientes que, para o mundo da bola, beiram a velhice. Não me sinto tão experiente, embora, algumas vezes, bem velho. Na minha cabeça, o auge do jogador vem geralmente por volta dos 28 anos: de Zico em 1981, passando por Bruno Henrique em 2019 ou Romário em 1994. Exemplos de um tempo que passou para eles e para mim. Agora, preciso me inspirar em talentos mais tardios.
    Passar dos trinta e não ter mais aquele rápido metabolismo é um prêmio por ter sobrevivido. Apesar da caminhada um tanto errante, meu destino tem indicado que não mais “morrerei jovem em alguma curva do caminho”, estou mais para Odisseu do que para Aquiles. Nem tão experto, tampouco valente, também "estou farto de semideuses”.
    Obrigado por mais um dia, festejemos.
 

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